Avançar para o conteúdo principal

Ser parte de História

Afinal, é esta a sensação de viver a História que aparece nos livros.

Estamos todos a ajudar a escrever uns parágrafos de um qualquer livro de História do 'futuro'.

"No início de 2020 o Mundo acordava para uma pandemia originada por um novo coronavírus, COVID-19.

No prazo de X anos, Y por cento da população mundial foi infetada e o virus provocou a morte a Z por cento.

Foi nesta pandemia que se generalizou o uso da máscara cirúrgica para evitar contágios de doenças com semelhante meio de contágio, principalmente em espaços públicos, até então apenas a população asiática o fazia.

Foi também nesta altura que o teletrabalho começou cada vez mais a ser uma realidade, deixando as pessoas de ter que se deslocar diariamente, por vezes dezenas de quilómetros, para ir trabalhar.

Nunca se descobriu ao certo, mas a origem terá estado num morcego que transmitiu o vírus a um outro animal que terá depois transmitido ao ser humano.

A pandemia foi dada como extinta em 202X, mas a vacinação anual para este tipo de vírus ainda hoje é feita."

[e ainda podia acrescentar mais umas coisas...]

Não gosto da ideia de estar a ajudar a escrever os parágrafos de um livro de História por estes motivos. Espero que sejam curtos. E que os X, Y e Z sejam valores o mais baixo possível.


Sejam felizem, sonhem e #aguentemoscavalosparanaoirmostodoscomosporcos

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desiludem-me, portugueses

Tinha-vos em melhor conta. Mas, afinal, vota-se em quem destila ódio. Toda a gente sabe que isso é sinal de se ser mais capaz. Quem grita mais tem mais razão. Claro. Como não sou eu capaz de ver isso?... Vota-se em quem faz a conversa de café. Quem manda os outros para a terra deles, como se nós nunca tivéssemos ido para a terra de ninguém. E como se não nos fizessem falta alguma. Vota-se em quem manda trabalhar os malandros, os chupistas da sociedade que não fazem nenhum e vivem à mama. E são tantos. Incluindo os que não interessam para a estatística. Vota-se em quem diz o que se quer ouvir, sem pensar nas consequências disso. Vota-se sem pensar se quem diz o que se quer ouvir, consegue realmente fazer o que é preciso. Mas o voto é livre, tal como a opinião. Por isso, cada um saberá de si - assim espero. Julgo, no entanto, que muitos professores de História estarão agora a levar as mãos à cabeça, pensando que, afinal, não conseguiram ensinar nada a ninguém. Nem mesmo aos que passaram ...

Bagos de esperança

Tira-se o arroz do tacho e ficam meia dúzia (mais!) de bagos de arroz no fundo. Come-se o que se tem no prato - até se comeu tudo - mas ficam uns baguinhos de arroz. Vai tudo para o lixo ou pelo ralo do lava-loiça abaixo. Esses bagos de arroz, que parecem insignificances, ao fim de um tempo correspondem a um prato cheio de arroz. E não é preciso muito. Faz-se uma panela de arroz e sobra. Quem nunca? Há três opções em primeira instância: guardar deitar fora guardar para deitar fora mais tarde Guarda-se na esperança de ainda o comer; deita-se fora porque se sabe que já não se vai comer; ou guarda-se na esperança de ainda o comer (para descansar a consciêcia), mas sabendo que é certo que vai parar ao lixo dentro de dias. Esses restos de arroz não comido falecem num Tupperware no frigorífico (para quem ainda os usa), outros falecerão numa caixa plástica do chinês e outros numa de vidro. Só muda o caixão, o morto é morto em qualquer um. Em criança diziam muitas vezes (a mim e aos outros): ...

Autárquicas e outras eleições que tais

Um voto é uma grande responsabilidade. Tanto um voto feito quanto um que ficou por fazer. Talvez seja este último a maior responsabilidade de todas: deixar os outros decidirem a vossa vida porque "não vale a pena ir votar". Vale sempre a pena. Votem, ainda vão a tempo. Se os outros não têm nada a ver com a vossa vida - como tantas vezes dizem -, não os deixem escolher o rumo dela por vocês.