A frase não é minha. É do Psicólogo Eduardo Sá. Diz ele que, a fórmula para a saúde mental, se a houvesse, seria ter os pés na terra e cabeça na lua. Estou em cada letra dessa frase. Sinto-a como se de um nervo meu se tratasse. O que me segura à terra é, efectivamente, ter a cabeça na lua. É, sem sombra de dúvida, deixar a mente ir a sítios onde o corpo não vai. Deixá-la ser e fazer o que quiser. Deixar-me ser e fazer o que eu quiser, sem o ser nem fazer na realidade. É bom poder fazer isso, ser e fazer coisas sem consequências. Ser e fazer coisas que na realidade dura dos dias seriam muito difíceis de acontecer, algumas até impossíveis. É bom manter o sonho como objectivo, muitas vezes ignorando propositadamente o facto de nunca ir passar disso mesmo. Isso às vezes não importa. O corpo, por vezes, só precisa de combustível para seguir viagem mesmo que nunca chegue ao destino. Sejam felizes e... Sonhem! Sonhem muito! Como dizia o poeta: "O sonho comanda a vida"
Há quem tenha os sapatos dos casamentos. Há até quem ainda tenha os do domingo. Eu tenho os da feira. Na feira tudo está sujo, imundo mesmo, e não vale a pena estragar as botas boas andando por aí no meio da bosta, da lama e da bosta feita em lama... Por isso, as botas que deixam de estar boas para o dia-a-dia passam a ser para a feira. Dessas já não há pena em estragar. Estas botas têm uns 20 anos e foram as botas da feira seguramente nos últimos 10. Mas até as botas da feira têm um fim. Quando já se desfazem por dentro, quando têm as solas partidas sem possibilidade de arranjo decente e, com jeitinho, quando já metem água... Está na hora da despedida. Este ano foi o último. Foi a última feira das botas da feira. Outras virão em substituição. Velhas, fora de moda, gastas, já meio amarrotadas, feias. Não importa, não vou para nenhuma passagem de modelos. Vou pisar porcaria e para pisar porcaria não é preciso usar Louboutin (e tenho uma sapateira cheia deles, claro). Para que cons...