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Mensagens

Ponham no Facebook, no Instagram, no Tiktok ou...

Felizmente, nasci antes de existirem redes sociais e telemóveis. Sou do tempo em que as pessoas falavam umas com as outras e em que um rolo de 24 fotografias dava bem para 15 dias de férias no Algarve. Já ninguém sente a alegria (ou a desilusão) de ir buscar as fotos reveladas ao fotógrafo e encontrar umas quantas surpresas: umas tremidas, outras descentradas, algumas boas e ainda algumas tiradas sabe-se lá por quem. Não, já ninguém sabe o que isso é. Hoje em dia ninguém tem paciência para esperar por nada, quanto mais por revelação de fotos. Seguia-se o ritual de as colocar no álbum, fosse no oferecido pelo fotógrafo ou outro. Mas não sem antes escrever no verso de cada foto o local e a data de cada uma: Manta Rota, Agosto de 1992. Os álbuns ficavam religiosamente guardados num qualquer móvel, em casa. Nas gavetas ou nas prateleiras, conforme coubessem. E cabia sempre mais um. De vez em quando uma pessoa lá se lembrava (e lembra!) da sua existência e os álbuns saem do armário para que...

A ganância é uma senhora com palas nos olhos como os burros

Já toda a minha gente anda numa azáfama. O Mundo admirou-se com a escassez de tinta cor de rosa por ocasião do filme " Barbie "... Pois venham à Capital do Cavalo, todos os anos entre Julho/Agosto e Novembro, se querem ver o que é escassez de material. Ele é para pintar a frontaria, para fazer mais uma cavalariça, para dividir uma sala em 2 quartos, para construir um barracão numa horta e levianamente  chamar-lhe "casa para alugar no S. Martinho", para arranjar um telhado onde já chove há 2 São Martinhos (*)... Não há material de construção civil que resista. Nem empresa. Bem, nem trolha. Aquelas quase 2 semanitas em Novembro são a galinha dos ovos de ouro dos Goleganenses, por isso, há que preparar tudo com antecedência. São a galinha dos ovos de ouro mas calma lá! Não valem mais que uns beliches duvidosos, uma cama de casal de 1970, uma chapa de zinco em cima de 4 estacas, um chão enlameado, um autoclismo que só funciona às vezes, uma cozinha equipada com os melho...

E lá se foi o meu C2...

Gosto de carros simples. Não. Na verdade, gosto de carros básicos. Daqueles carros sem paneleirices, onde um risco ou uma mossa custam a aceitar, mas não custam muito. Como também não custou o carro. Custou o devido valor para algo que serve para nos levar de um sítio ao outro sem gastarmos as pernas e as solas dos sapatos. E sem termos que vender um rim para o conseguirmos comprar. Normalmente um carro básico é, também, um carro em segunda mão. Estimado, é certo, mas que tem só o que faz mesmo falta. Sem sensores que alertam por tudo e por nada, sem travar sozinho, sem acelerar sozinho. Sem pôr mudanças sozinho. Enfim... Sem conduzir sozinho. Porque a piada está em conduzir o carro, não em ele conduzir-nos a nós. Isso seria como ter aqueles cães que passeiam os donos. Não, obrigada. Gosto de carros de gajo, não gosto de carros de gaja. De carros brutos, mas não necessariamente grandes (se bem que, um dia, ainda vou ter uma pick-up!). Gosto de carros com alguma testosterona. De carros ...

Direito de opinião ou aquela vontade estúpida de comentar tudo porque sabemos sempre mais e melhor que o outro?

Temos sempre algo a dizer, achamos nós. As nossas pavavras sobre determinado assunto vão ser certeiras e fazer uma diferença brutal, achamos nós. Ficamos com um sentimento de satisfação estratosférico ao ver que conseguimos passar para palavras exatamente aquilo que nos vai na cabeça. E esse sentimento é exponencial, cresce quando alguém concorda connosco. Fonix , somos mesmo bons. Achamos nós. Sim, é só aquela vontade estúpida de comentar tudo porque sabemos sempre mais e melhor que o outro. Ou talvez não saibamos. Mas, da energia que colocámos no mini acesso de raiva que nos fez deitar meia dúzia de ódios e teorias cá para fora, não usámos nós metade a olhar-nos saindo de nós mesmos. E isso faz muita falta. Se saíssemos de nós mais vezes, não falávamos tanto. Talvez numa outra vida tenhamos inteligência e disponibilidade emocional para fazer isso mais vezes. Sejam felizes, pensem bem antes de abrir a boca e saiam de vós mesmos de vez em quando. Talvez comecem a abri-la menos e, por c...

Ir a um concerto equivale a apanhar 4,5 camadões de nervos. Se calhar, fico em casa.

Ir a um concerto é uma aventura que começa com a compra do bilhete. Parece que agora começa na fila para a fila da compra do bilhete. Surreal. Ai queres ir? Primeiro, vai vender o c* na esquina para arranjares dinheiro (pedir à porta da igreja já não é o que era). Também podes comer menos este mês, é tudo uma questão de prioridades. Sim, porque qualquer caramelo saído dos Ídolos cobra acima da centena a quem o queira ver mais de perto (nada contra concursos de talentos musicais, mas nem todos são estrelas assim tão estratosféricas). Depois de garantido o capital, sabe Deus a que custo, apanhas logo um camadão de nervos para conseguir lugar na fila da fila. Abres no PC, abres no telemóvel, o site breca, suas, dizes meia duas de palavrões, abres de novo, pedes aos amigos para fazer o mesmo, quem conseguir entrar compra para todos, já se sabe. Compra, não, que isto é como ir apanhar vez no Centro de Saúde. Com sorte tens direito a um código milagroso para, noutro dia de nervos em franja,...

Acabei de fazer 35+2 e quero mais é que se fodam

Depois da banhada dos 34+2 , cheguei aos 35+2. O quintal continua uma merda, tal como a garagem, as paredes do corredor, os WC, a pintura e sei lá que mais...! Mas caguei para esta gente incompetente (chegamos a uma certa idade e perdemos a paciência, embora, muita tenha tido eu...); estou farta de condicionar a minha vida por causa da incompetência e da falta de respeito dos outros. Caguei para isso tudo e fiz a festa na mesma. Sem banda (os Xutos estavam ocupados no domingo) e sem outras coisas (como a melancia e o melão que ficaram por partir), mas cheia de amor das pessoas de quem gosto e, claramente, com comida a mais (mesmo depois de repartir, vou ficar 15 dias a comer o mesmo). Perdi a paciência para coisas e pessoas que não interessam... Perdi o respeito por quem também não me respeita a mim. Em contrapartida, ganhei amor próprio e dou muito mais atenção ao autorrespeito (fundamental para não deixarmos que a estupidez dos outros nos condicione a vida). E, por isso: Quero que se...