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Começa a tornar-se um ritual escrever apenas ao fim-de-semana; talvez porque é quando tenho um tempinho 'livre' ou porque é quando arranjo maneira de o ter... Quando queremos muito uma coisa, dê por onde der, torcendo e amolgando, muitas vezes deixando coisas mais importantes para trás, acabamos sempre (mas sempre!) por fazer o que queremos, mesmo que algures no passado tenhamos tido isso como impossível.
Enfim... Mas não é sobre isso que escrevo hoje.
Escrevo sobre a evolução natural do ser humano... Crescemos. A vida naturalmente nos desvia do caminho previsto. Mas não das pessoas. Isso somos nós que fazemos. Mas não devíamos.
A nossa vida é tanto melhor quanto melhores forem os nossos amigos. Podem ser só 2 ou 3, ou 1. Não interessa quantos são, mas como são e como nós somos para eles . Preservar as amizades não é fácil, é como cuidar de uma planta. É preciso regar, tirar as folhas secas, as lagartas... É presiso saber se ela gosta mais de sol ou de sombra... O mesmo se passa com os amigos, é preciso conhecê-los suficientemente bem para saber até onde podemos ir, porque a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro.
Quando a vida nos afasta põe-nos à prova. A distância é física. O coração não tem régua para medir distâncias. Só mede sentimentos, mas sem unidade de medida passível de ser interpretada. E os sentimentos unem-nos para além do tempo e da distância... Cabe-nos fazer com que as nossas plantas não murchem, porque elas não têm capacidade de se manter viçosas sem a nossa ajuda...

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