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Mensagens

Impaciência...

...típica da juventude que, aliada à inconformação, faz de nós público alvo de descrédito. Sonhamos demais, somos destemidos (por vezes inconscientes) e 'verdes' demais para saber 'da vida'. Ao atingirmos determinadas etapas da nossa vida pensamos que já sabemos tudo e que não faz sentido ouvirmos certas coisas daqueles que têm mais idade que nós... Mas nunca sabemos tudo. Não hoje, nem amanhã, nem depois. E esta é para mim a única vez em que podemos realmente dizer 'nunca'. Agora, ao olhar para trás, dou razão a algumas coisas que os 'grandes' me diziam. E entendo-as. Cheguei a pensar que 'Quando tiver filhos não vou ser assim!', agora já reformulei o pensamento... Mas passados quase 23 anos, além de finalmente entender a frase 'Um dia vais dar-me razão.' também sei que se por vezes não tivesse sido impaciente e incoformada (como continuo a ser), se não tivesse sonhado, idealizado até teatralizado, se não tivesse tido 'tomates' s...

Fim-de-Semana em FESTA!

Agora compreendo como é cansativo andar constantemente de festa em festa... E digo isto porque no sábado fui a um Casamento e hoje a uma 1ª Comunhão e estou estafada! Ir ao casamento implicou apanhar um escaldão a limpar o carro na tarde de sexta, passar a noite a acordar de hora em hora com ansiedade, levantar-me às 6h30 para saír de casa às 8h com um 'X' branco marcado nas costas, conduzir até ao Casal da Mira, daí para a igreja que era na Pontinha e depois para uma quinta muito gira algures em Mafra (com os desvios característicos de quem não conhece o caminho). A festa foi espectacular, com tudo pensado ao pormenor (Parabéns Pedro e Susana!), e para a maioria dos convidados durou até perto da meia noite. Foi inevitável a troca de sapatos logo após o almoço; aqueles saltos de 9cm não são pêra doce!... Com sapatinhos confortáveis foi dançar até ao último minuto, com paragens óbvias para o bolo dos noivos e para o champanhe da praxe e pouco depois para (tentar) apanhar o bouq...
Começa a tornar-se um ritual escrever apenas ao fim-de-semana; talvez porque é quando tenho um tempinho 'livre' ou porque é quando arranjo maneira de o ter... Quando queremos muito uma coisa, dê por onde der, torcendo e amolgando, muitas vezes deixando coisas mais importantes para trás, acabamos sempre (mas sempre!) por fazer o que queremos, mesmo que algures no passado tenhamos tido isso como impossível. Enfim... Mas não é sobre isso que escrevo hoje. Escrevo sobre a evolução natural do ser humano... Crescemos. A vida naturalmente nos desvia do caminho previsto. Mas não das pessoas. Isso somos nós que fazemos. Mas não devíamos. A nossa vida é tanto melhor quanto melhores forem os nossos amigos. Podem ser só 2 ou 3, ou 1. Não interessa quantos são, mas como são e como nós somos para eles . Preservar as amizades não é fácil, é como cuidar de uma planta. É preciso regar, tirar as folhas secas, as lagartas... É presiso saber se ela gosta mais de sol ou de sombra... O mesmo se p...

Bla bla bla...

O que me dizem àquele 'Bla bla bla' de quem não tem mais nada que fazer do que se meter na vida dos outros? Aquele 'Bla bla bla' inútil, completamente supérfulo, sem qualquer interesse e, pior, fundamento? Eu sei, enquanto este tal 'Bla bla bla' não é connosco está tudo bem, mas quando é... Ui!... Digo isto porque quando é comigo não me sinto propriamente feliz... Também não me sinto triste. Apenas incomodada. Revoltada, talvez. Existem pessoas que, por não terem vida própria ou por esta não ser interessante o suficiente, passam a sua santa vida (entenda-se, reles existência) a 'meter o bedelho' onde não são chamadas. Passou-se comigo há poucos dias atrás... A mensagem não é para quem disse, mas para quem 'mandou dizer', que é como quem diz, quem inventou a história que, desde já vos digo, se tornou na frase mais infeliz que ouvi até hoje. (eu e mais uns quantos...) Para que fique bem claro, independentemente do meu estado civil (se se pode chama...

A nossa casa

A nossa casa, Amor, a nossa casa! Onte está ela, Amor, que não a vejo? Na minha doida fantasia em brasa Costrói-a, num instante, o meu desejo! Onde está ela, Amor, a nossa casa, O bem que neste mundo mais invejo? O brando ninho aonde o nosso beijo Será mais puro e doce que uma asa? Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos, Andamos de mãos dadas, nos caminhos Duma terra de rosas, num jadim, Num país de ilusão que nunca vi... E que eu moro - tão bom! - dentro de ti E tu, ó meu Amor, dentro de mim... Florbela Espanca

Electrónica e Telecomunicações

Num dia frio de Dezembro, há mais de 10 anos atrás, disseram-me assim: "A tua prenda de Natal tem plástico, pilhas, botões, antena e tem que se fazer um buraco no tecto." (atitude característica da minha mãe, que mata o juízo a qualquer um dando pistas, às vezes estapafúrdias, acerca da prenda que lhe vai dar...) Na ingenuidade característica de quem nasceu em meados dos anos 80 e tem apenas uma década de existência, imaginei-me na sala da minha avó São sentada no chão, em cima de um plástico transparente que não tinha mais de um metro quadrado, a mexer numa espécie de comando preto que devia ter uns doze botões, como quem usa o rato de um computador. E enquanto isso, olhava admirada para o tecto, pois segundo havia dito a minha mãe, era preciso lá fazer um buraco. Eu não fazia ideia do que era isto que me vinha à cabeça sempre que pensava numa coisa com plástico, pilhas, botões, antena e buraco no tecto, mas ficava bastante entusiasmada! (como fico ainda hoje, mesmo com pist...

É a vida...!

Aquilo a que chamamos VIDA é na realidade um mistério que vamos desvendando a cada dia que passa sem no entanto chegarmos à resolução final. Somos postos à prova, espezinhados, deixados na lama, ou por vezes colocados num pedestal. A vida às vezes impõe-me caminhos, coloca-me em posições difíceis e obriga-me a abdicar daquilo que realmente gosto... Mas continuo a ser dona da minha existência e, por isso mesmo, vou por atalhos, adapto-me às circunstâncias e aprendo a gostar de outras coisas!