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Mensagens

Começa a tornar-se um ritual escrever apenas ao fim-de-semana; talvez porque é quando tenho um tempinho 'livre' ou porque é quando arranjo maneira de o ter... Quando queremos muito uma coisa, dê por onde der, torcendo e amolgando, muitas vezes deixando coisas mais importantes para trás, acabamos sempre (mas sempre!) por fazer o que queremos, mesmo que algures no passado tenhamos tido isso como impossível. Enfim... Mas não é sobre isso que escrevo hoje. Escrevo sobre a evolução natural do ser humano... Crescemos. A vida naturalmente nos desvia do caminho previsto. Mas não das pessoas. Isso somos nós que fazemos. Mas não devíamos. A nossa vida é tanto melhor quanto melhores forem os nossos amigos. Podem ser só 2 ou 3, ou 1. Não interessa quantos são, mas como são e como nós somos para eles . Preservar as amizades não é fácil, é como cuidar de uma planta. É preciso regar, tirar as folhas secas, as lagartas... É presiso saber se ela gosta mais de sol ou de sombra... O mesmo se p...

Bla bla bla...

O que me dizem àquele 'Bla bla bla' de quem não tem mais nada que fazer do que se meter na vida dos outros? Aquele 'Bla bla bla' inútil, completamente supérfulo, sem qualquer interesse e, pior, fundamento? Eu sei, enquanto este tal 'Bla bla bla' não é connosco está tudo bem, mas quando é... Ui!... Digo isto porque quando é comigo não me sinto propriamente feliz... Também não me sinto triste. Apenas incomodada. Revoltada, talvez. Existem pessoas que, por não terem vida própria ou por esta não ser interessante o suficiente, passam a sua santa vida (entenda-se, reles existência) a 'meter o bedelho' onde não são chamadas. Passou-se comigo há poucos dias atrás... A mensagem não é para quem disse, mas para quem 'mandou dizer', que é como quem diz, quem inventou a história que, desde já vos digo, se tornou na frase mais infeliz que ouvi até hoje. (eu e mais uns quantos...) Para que fique bem claro, independentemente do meu estado civil (se se pode chama...

A nossa casa

A nossa casa, Amor, a nossa casa! Onte está ela, Amor, que não a vejo? Na minha doida fantasia em brasa Costrói-a, num instante, o meu desejo! Onde está ela, Amor, a nossa casa, O bem que neste mundo mais invejo? O brando ninho aonde o nosso beijo Será mais puro e doce que uma asa? Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos, Andamos de mãos dadas, nos caminhos Duma terra de rosas, num jadim, Num país de ilusão que nunca vi... E que eu moro - tão bom! - dentro de ti E tu, ó meu Amor, dentro de mim... Florbela Espanca

Electrónica e Telecomunicações

Num dia frio de Dezembro, há mais de 10 anos atrás, disseram-me assim: "A tua prenda de Natal tem plástico, pilhas, botões, antena e tem que se fazer um buraco no tecto." (atitude característica da minha mãe, que mata o juízo a qualquer um dando pistas, às vezes estapafúrdias, acerca da prenda que lhe vai dar...) Na ingenuidade característica de quem nasceu em meados dos anos 80 e tem apenas uma década de existência, imaginei-me na sala da minha avó São sentada no chão, em cima de um plástico transparente que não tinha mais de um metro quadrado, a mexer numa espécie de comando preto que devia ter uns doze botões, como quem usa o rato de um computador. E enquanto isso, olhava admirada para o tecto, pois segundo havia dito a minha mãe, era preciso lá fazer um buraco. Eu não fazia ideia do que era isto que me vinha à cabeça sempre que pensava numa coisa com plástico, pilhas, botões, antena e buraco no tecto, mas ficava bastante entusiasmada! (como fico ainda hoje, mesmo com pist...

É a vida...!

Aquilo a que chamamos VIDA é na realidade um mistério que vamos desvendando a cada dia que passa sem no entanto chegarmos à resolução final. Somos postos à prova, espezinhados, deixados na lama, ou por vezes colocados num pedestal. A vida às vezes impõe-me caminhos, coloca-me em posições difíceis e obriga-me a abdicar daquilo que realmente gosto... Mas continuo a ser dona da minha existência e, por isso mesmo, vou por atalhos, adapto-me às circunstâncias e aprendo a gostar de outras coisas!

Eu amanhã... E se para mim não houvesse amanhã?

Pois... Há sempre essa hipótese... E é cada vez menos remota nos dias que correm. É costume perguntar-se 'Tens medo de morrer?'; sinceramente não, tenho pena. Medo, só de sofrer (no corpo ou na alma). Tenho pena de um dia não ter mais que me levantar cedo, não ter mais que ir ao supermercado, não ter mais que fazer limpeza ou lavar o carro, não ter mais que fazer a cama, não ter mais que pagar as contas, não ter mais que fazer todas as coisas chatas que tenho que fazer agora...! Tenho pena de não poder mais deixar o estoro da janela do meu quarto com uns buraquinhos para de manhã ver o sol, não poder passear, não poder escrever, não poder sonhar, planear, não poder crescer (nem que seja para os lados), não poder ver mais o azul do céu e o ondular do mar, não poder simplesmente acordar na manhã seguinte... Como hoje e, espero, como amanhã! A vida são mesmo dois dias e não sabemos como nem quando os nossos 2 dias adormecerão na escuridão da noite para jamais começarem com um nov...

Memórias

Dei por mim a ler todos os meus posts ... Acreditem ou não, há muitos que quase sei de cor! Uns foram mais felizes que outros, mas todos temos os nossos dias... Recordei bons momentos, maus momentos e até... Momentos assim-assim! Revivi situações, lembrei-me de coisas que havia esquecido... Não para sempre, elas estavam cá, mas escondidas... Sorri para o computador como se de um gelado se tratasse e, ainda que psicologicamente, comi-o...! Era doce, suave... Tal e qual as minhas memórias. Elas são ainda como rosas: por muito bonitas que sejam, têm sempre espinhos. As memórias menos boas são isso mesmo: espinhos. E o que fazemos aos espinhos das rosas? Pois... As más memórias também são para cortar do nosso pensamento. Fica só o que aprendemos com elas. Este momento de introspecção e revitalização deu-me força. Eu vim com defeito, penso demais em tudo! E lutar contra a minha mente não é fácil!... Mas ao ler alguns dos posts aliviei a pressão que tenho constantemente na cabeça... Enfim.....